domingo, 31 de julho de 2016

Atenção: Tempestade geomagnética está prevista para terça-feira

A tormenta ocorrerá devido à aceleração dos ventos solares de polaridade positiva provocada pela formação de um buraco coronal, associada a efeitos da chegada de partículas carregadas ejetadas do Sol no dia 28.


A tempestade geomagnética provocará a elevação do Nível KP, que deverá chegar ao Nível 6, com os seguintes efeitos previstos:



Sistemas de potência
Redes elétricas em latitudes elevadas podem sofrer alertas de variação de tensão. Se prolongadas, as tempestades geomagnéticas podem danificar transformadores de redes de distribuição.

Espaço
Podem ser necessárias reorientações de satélites em orbita baixa. Sistemas de bordo podem ser danificados.

Outros
Pode fechar a propagação em ondas curtas (radio blecaute) nas latitudes elevadas. Auroras boreais devem se forma em latitudes baixas, ao redor de 55º.


Acompanhe a chegada das partículas e consequente tempestade geomagnética em nossa página de Monitoramento Solar

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Entenda como foi a inserção orbital da sonda Juno em Jupter

quatro de julho de 20116, a nave interplanetária Juno entrou na orbita de Júpiter após realizar uma operação chamada de inserção orbital.


Assista ao vídeo
Esta é uma fase bastante intrincada de qualquer missão planetária e que precisa ser bem calculada. Um erro de cálculo pode jogar a sonda contra o planeta ou então arremessa-la no espaço profundo.
O vídeo acima mostra as etapas antes, durante e depois da Inserção Orbital em Júpiter, mas vale também para outras missões.
A animação mostra a sonda Juno se aproximando do planeta a mais ou menos 143 mil km/h, mas na medida em que se aproxima do planeta a velocidade aumenta e se nada for feito, fatalmente será puxada pela gravidade de Júpiter.
O papel da inserção orbital é evitar que isso aconteça. Para isso a sonda é dotada de foguetes muito poderosos que são disparados no tempo certo, com o objetivo de contrabalancear a atração gravitacional.
Com os foguetes acionados, a nave é arremessada rumo ao espaço, mas a gravidade de Júpiter é tão grande que puxa a sonda para o centro do planeta. Ou seja, enquanto os motores da Juno tentam fazê-la fugir, a gravidade tenta puxa-la e aprisiona-la.
Essa briga de forças dura cerca 35 minutos e o resultado faz com que a sonda contorne e escape do planeta, mas uma velocidade não muito grande que permita que Júpiter a atraia de novo em alguns dias. Ou seja, a nave entrou em orbita e a inserção orbital foi bem sucedida.
Nota sobre transmissão ao vivo
Gostariamos de esclarecer uma dúvida de alguns leitores que ficaram intrigados pelo fato de dizermos que a transmissão seria ao vivo, quando na realidade existe um atraso de 48 minutos entre a transmissão dos sinais da Juno e recepção aqui na Terra.
É importante deixar claro que quando dizemos ao vivo estamos nos referindo ao momento em que os sinais da sonda chegam à Terra. Seria impossível ser de outra forma.

O mesmo vale para imagens ao vivo de marte, da Lua ou de qualquer outro lugar do espaço. Vale sempre o momento em que os dados chegam a nós.

domingo, 10 de julho de 2016

Sonda Juno entra para o livro dos recordes

A sonda Juno, da Nasa, é o objeto mais rápido já criado pelo ser humano, segundo o Guinness World Records, o livro dos recordes. Na madrugada da última terça-feira , a agência espacial cumpriu uma missão de quase 5 anos e entrou na órbita de Júpiter.
Ao se aproximar do planeta, era previsto que a gravidade começasse a puxar Juno cada vez mais rápido até a espaçonave atingir uma velocidade de mais de 250 mil km/h. Essa velocidade quebra um recorde de 40 anos, também de acordo com o Guinness.
A sonda da Nasa já havia batido outro recorde em janeiro deste ano, quando se tornou a nave espacial movida a energia solar que chegou mais longe. Juno passou a marca de 791 milhões de quilômetros, antes feita pela sonda Rosetta, da Agência Espacial Europeia, em outubro de 2012. Outras sondas foram mais longe, mas eram alimentadas por geradores nucleares.

Juno vai passar os próximos 20 meses na órbita de Júpiter, para recolher dados sobre o clima misterioso do planeta e sua composição.
Sobre a missão
Após 5 anos de viagem, a sonda Juno entrou com sucesso na órbita de Júpiter, o maior planeta do sistema solar. Com transmissão ao vivo pela internet, a equipe na Nasa comemorou a inserção na magnetosfera à 0h54 desta terça.
A sonda se aproximou sobre o pólo-norte do planeta, mostrando uma perspectiva inédita do sistema de Júpiter - incluindo as suas quatro grandes luas. Um laboratório da Nasa localizado em Pasadena, na Califórnia, administrou a missão Juno, chefiado pelo pesquisador Scott Bolton, que também ajudou a levar uma sonda a Saturno.

Lançada em 5 de agosto de 2011, a sonda percorreu 716 milhões de quilômetros - quase 18 mil voltas na Terra - até o planeta.  Se nada der errado, a missão deve ser encerrada em fevereiro de 2018.
Esta é a primeira vez que Júpiter será visto abaixo da cobertura densa de nuvens. Por isso o nome Juno, uma homenagem à deusa romana que era esposa de Júpiter.
Juno tem 3,5 metros de altura e 3,5 metros de diâmetro e é movida a energia solar.
Todo o programa custou US$ 1,13 bilhão. A Juno foi a primeira missão que levou uma nave movida a energia solar comandada a partir da Terra, além de orbitar de pólo a pólo de um planeta. Nenhuma outra sonda chegou, até agora, tão perto da superfície de Júpiter.

 
O campo magnético do planeta é 20 mil vezes mais forte que o da Terra. Por isso, o grande perigo para visitar Júpiter com uma nave espacial. Outra questão é o fato de que a Juno não foi projetada para operar dentro de uma atmosfera e passará por um período de “queimação” enquanto estiver orbitando.


Segundo a Nasa, o principal objetivo da missão é entender a origem e a evolução do planeta. Conhecer o que há abaixo da densa cobertura de nuvens. Com um conjunto de instrumentos, a sonda vai investigar a quantidade de água e amoníaco na atmosfera profunda. Recentemente, já foi possível avistar a aurora boreal do planeta.


sexta-feira, 1 de julho de 2016

O sol ficou completamente livre de manchas – Estaremos para entrar numa nova era glacial?

Não entre em pânico, mas o nosso sol simplesmente ficou ‘em branco’ — a ausência total de manchas deixou a superfície solar igual a uma bola de sinuca.O fenômeno é parte dos ciclos solares — um sinal de que o “mínimo solar” (período de baixa atividade solar) está se aproximando — e os especialistas sugerem que uma nova “mini era do gelo” pode estar a caminho.
Paul Dorian, especialista em meteorologia do site Vencore Weather afirma: “Pela segunda vez este mês, o sol ficou completamente em branco.”
“O sol sem manchas é um sinal de que o mínimo solar está se aproximando e de que haverá um número crescente de dias sem manchas ao longo dos próximos anos.”
“No início, a ausência das manchas vai se estender por apenas alguns dias de cada vez, depois continuará por semanas de cada vez, e finalmente durará por meses, período em que o ciclo de manchas solares chegará ao seu ponto mais baixo. A próxima fase do mínimo solar está prevista para 2019 ou 2020.”
Alguns especialistas preveem que em breve poderemos entrar em outra fase do “Mínimo de Maunder” — uma mini Era Glacial similar à que começou em 1645.
Durante o “Mínimo de Maunder”, as temperaturas caíram tanto que o rio Tâmisa congelou.
A Professora Valentina Zharkova, da Universidade de Northumbria, prevê que haverá um declínio acentuado da atividade solar entre 2020 e 2050.
No ano passado, Zharkova declarou: “Estou absolutamente confiante em nossa pesquisa. Ela tem bom suporte matemático e dados confiáveis, que foram corretamente manipulados. De fato, os nossos resultados podem ser repetidos por qualquer investigador, usando os dados similares disponíveis em muitos observatórios solares, para que ele possa derivar sua própria evidência de um iminente “Mínimo de Maunder” no campo magnético solar e sua atividade.”